Archive for the ‘Blog’ Category

Os alegres amigos gays

Posted 26 jun 2011 — by Sabrina Mix
Category Blog

Você tem um amigo gay? Não? Pois não sabe o que está perdendo.

Só pra começar: eles são divertidos, bem-informados, alegram nossas vidas e estão sempre dispostos a tudo, a qualquer hora.

Há os que se dedicam mais à cultura, outros, à moda/beleza em geral, outros, à arte, e dificilmente você encontrará um gay, seja de que classe social for, burro ou ignorante (como diz o ditado popular, bicha burra nasce homem). Além disso são sensíveis, e, quando amigos, você pode contar com eles para qualquer coisa: em cinco minutos te encaixam naquela ala do Salgueiro, numa feijoada, ou na melhor mesa, na estréia daquele show maravilhoso. Se você precisar, descolam um camafeu com uma tia, um xale espanhol ou um boá de plumas vermelhas num piscar de olhos.

São muito alegres – claro. Difícil encontrar um gay que seja triste ou amargo. Não que sejam doces – isso também não. Digamos que sejam ácidos, o que faz deles personalidades bastante interessantes.

Por um extraordinário acaso do destino, costumam trabalhar de jeito a terem tempo para tudo – contanto que sejam coisas agradáveis, tipo almoços, jantares, festas, viagens; positivamente, não nasceram para a depressão.

Os que pertencem ao mundo gay são cheios de variados dons. Alguns, de um cacho de bananas, dois abacaxis e meia dúzias de laranjas fazem uma decoração de mesa que poderia ser fotografada para qualquer revista internacional. Outros têm um talento para tudo que diz respeito à beleza e em quinze minutos, com dois lenços, um tubo de purpurina e um estojinho de maquiagem, fazem de você uma princesa, sem gastar um só real. Tem o dom – mágico – da criatividade, e sem nenhum esforço transformam o que parecia triste e lúgubre numa linda festa.

Festa, aliás, é do que mais gostam; e quem poderia imaginar uma sem vários, vários deles? Antes que me esqueça: eles adoram um candelabro.

Do Brasil à Filipinas, do Alasca às Ilhas Canárias, tem suas deusas – que veneram. São eternos apaixonados por Marilyn Monroe, Marlene Dietrich, Carmem Miranda, Bethânia, Emilinha Borba, Maria Callas, Maysa, Judy Garland, Dalva de Oliveira e, a maior de todas, – Sarita Montiel. Já viram La violetera milhares de vezes e nunca perderam um só concurso de miss desde que Marta Rocha apareceu. Sabem com precisão em que ano cada uma foi eleita, de que estado era, quem ficou em segundo lugar, quem foi a Miss Universo. E como estavam vestidas, inclusive o traje típico.

Eles levantam qualquer astral, e mais do que tudo, nos entendem – ah, como nos entendem. Quando uma mulher começa a se queixar de um homem, das indelicadezas de que eles às vezes são capazes, quem melhor para nos compreender? Quem melhor para nos aconselhar, obrigar a botar um salto alto, um rímel e ir à luta? “Sofrer por homem, minha filha? Xô”.

Às vezes, quando chega o marido falando em bolsa (de valores), a aliança entre o PFL e o PSDB, as CPIs, que vontade de ser casada com um gay. Um meio gay, digamos.

Neles se pode confiar, mas, por mais que te adorem, você corre sempre o risco de virar as costas e pintar um comentário tipo “nossa, como nossa amiga está gorda” – com o maior carinho, é claro. Mas, tirando sua mãe, dá pra confiar em alguém de verdade? E quem seria a santa incapaz de fazer um comentário desses? Sua melhor amiga, por acaso?

O único grande, grande perigo, é que ninguém, mas ninguém neste mundo, tem a memória prodigiosa de um gay. Eles se lembram de tudo: do dia, mês e ano em que Rita Hayworth esteve no Brasil, de todos os detalhes do crime do Sacopã, do ano em que Gigi da Mangueira pisou pela primeira vez na avenida.

Lembram também de tudo que aconteceu na sua vida – até mesmo das coisas que você esqueceu: o ano do seu nascimento, por exemplo.

E nisso eles são implacáveis.

Texto de Danuza Leão
Imagem Getty Images

Na veia

Posted 10 jun 2011 — by Sabrina Mix
Category Blog

Vícios: você tem algum? Se respondeu não, pensando apenas nos clássicos tipo fumo, bebida, jogo, drogas, santa ingenuidade. Sem perceber, as pessoas têm milhares deles, só que não se dão conta. Para começar, o que é um vício?

Dicionários à parte, vícios são coisas sem as quais fica difícil – ou quase impossível – viver. Se logo de manhã você acorda e não encontra o jornal debaixo da porta, fica tranquilo ou desce para assassinar o porteiro? E quando procura a coluna de palavras cruzadas e encontra duas linhas dizendo que por motivo de férias, etc., acha norma ou que é um grande abuso com o assinante? Está claro que você é um típico viciado em jornal (e em palavras cruzadas).

Tem também o que só pensa em mulher. Numa reunião importante, de repente, ele está ausente; se distraiu, avaliando na maior seriedade as pernas da secretária, ou o derrière da copeira servindo o café, ou o decote da digitadora; estar com um homem desses é um tormento, sair para jantar, um inferno, no que passa uma mulher interrompem qualquer pensamento; é idéia fixa, obsessão (e juro que não estou pensando no rei da soja); será que dariam conta de todas, ou trata-se apenas de um vício inocente?

Os viciados no poder. Passam a vida de cidade em cidade, em conchavos com vereadores, prefeitos, cabos eleitorais, comendo maionese com farofa, fazendo bilu-bilu nas crianças, para fazer mais e mais alianças e um dia chegar lá. Quando chegam, nunca mais têm direito a um mergulho no mar, a frequentar um estádio de futebol, aíás, fica tudo pior, têm que fazer sempre mais para conservarem o tal poder que conseguiram (não estou pensando em ninguém em particular, são quase todos iguais).

Os chamados arroz-de-festa, que matam a mãe mas não perdem nenhuma; da inauguração do Caipiródromo ao concerto de Carreras, de Mercedes Sosa ao forró, estão em todas, e como não é humanamente possível que se divirtam tanto, então é o quê, responda?

Os viciados em problemas, que não conseguem viver sem (e se não têm, inventaram). Brigam com o irmão, com a síndica, com o flanelinha, possuem um talento especial para transformar o que poderia ser prazer num grande bode, e ai da namorada saudável e boa-praça, essa não dura uma semana. Para esses, o melhor programa do mundo é um bom fim de semana de briga/faz as pazes, faz as pazes/briga. Vício de neura, já ouviu falar?

Tem o que entra em casa e a primeira coisa que faz é ligar a televisão, não importa a hora, o programa, a emissora, e só desliga já quase dormindo. Às vezes acorda de madrugada com aquele barulho detestável, tchiiii, me diga, isso é o que? e os que deliram com engenhocas eletrônicas, telefones de neon, fax? Têm tudo mas não sossegam, e passam a vida trocando pelo modelo mais moderno (são hoje seres humanos plenamente realizados, depois do aparecimento do celular). Com a chegada dos importados, um grupo que era muito unido se desfez: o dos viciados em muamba. E os que curtem uma doença, freqüentam todos os consultórios, que deliram a cada novo exame, e cuja maior frustração é quando o médico declara que têm a saúde perfeita, a pressão arterial de um jovem de 17 anos, isso é o que? e os ratos de farmácia, que adoram um remédio novo?

Muito se fala sobre o amor, e quem nunca viu uma pessoa apaixonada, aquela que não pode passar um dia sem ver o outro, que fala 300 vezes por dia no telefone, e que quando é abandonada quer se atirar da ponte? Amor? Amor, claro. E o que é o amor, senão ser viciado no outro?

Texto de Danuza Leão
Imagem daqui

Uma homenagem às divas de todos os tempos

Posted 09 jun 2011 — by Sabrina Mix
Category Blog

Vi este vídeo hoje e gostei tanto que não tive como não vir aqui compartilhar com vocês.

Ainda tem alguém aí? hehehe…

Quer namorar comigo?

Posted 30 mai 2011 — by Sabrina Mix
Category Blog

É comovente assistir, no final das tardes de domingo, ao programa Quer Namorar Comigo?, no SBT. E curioso: qual a razão que faz uma pessoa se arriscar a ouvir um não diante dos amigos, da família, dos vizinhos? Ser rejeitado entre quatro paredes já é duro; imagine ao vivo, e em cores, com o Brasil como testemunha, que situação.

São geralmente pessoas simples, que perguntam diante das câmeras, com ingenuidade (e com o Silvio Santos ao lado): “quer namorar comigo?” Câmeras, holofotes, plateia, menos romântico, impossível. Você teria essa coragem?

Porque é preciso coragem. Nas festas mais elegantes, entre pessoas inteligenres e sofisticadas – e com um uísque na mão, o que sempre ajuda -, é sempre um jogo complicado de querer-fingindo não querer, telefona-some, mostra interesse-desaparece. Ninguém se arrisca, com medo da rejeição, e as coisas tomam às vezes rumos tão complicados e difíceis de entender, que frequentem ente o resultado é nenhum; anos depois você pode até ouvir a frase “naquela época eu estava tão apaixonado por você”, e desmaiar de surpresa. São difíceis esses começos.

Já te aconteceu, claro, depois de ser vista com a mesma pessoa algumas vezes, ouvir a pergunta “vocês estão namorando?” e não saber o que responder. A vontade é dizer “pergunte a ele e venha me contar correndo”. E quando querem saber o que você vai fazer no Ano-Novo ou Carnaval e o outro ainda não falou sobre o assunto, responde o quê? Você pensa “vou esperar até dois dias antes, e se ele não falar nada, vou ver onde posso me encaixar”, mas como o mundo não comporta ranta sinceridade, o remédio é disfarçar, dizer que ainda está resolvendo. Nem providenciar um belo vestido você pode, e se dá tudo errado? Dá uma vontade louca de perguntar “afinal, estamos namorando ou não?” mas e a coragem?

Os amigos ficam exaustos de tanto ouvir as mesmas indagações. “Será quê? mas quando ele disse (ou deixou de dizer), será que não estava querendo dizer exatamente o contrário?” E as desculpas: “é que ele é inseguro (ou carente, ou culpado, ou neurótico)”. Todas são boas, ótimas, mas não chegam ao ponto. Uma encrenca lidar com pessoas; bichos e vegetais são mais previsíveis, mas será que vale a pena se apaixonar por um tomate?

Sentimentos são contraditórios, e por medo as pessoas têm medo de dizer o que estão pensando, o que estão sentindo. Quantas vezes você disse não, quando tudo que queria era dizer sim? Quantas vezes deixou de aceitar um convite para que ele não pensasse que você estava disponível demais? Ou recebeu com ar de tédio aquela proposta de um programa maravilhoso, só para não mostrar o quanto ficou feliz, o que poderia dar a ele segurança demais (o que ficou combinado que não pode, entre namorados).

Mas um dia você, homem, pode fazer tudo diferente; quando encontrar uma mulher que te interesse de verdade, mas muito mesmo, no lugar de fazer o jogo de sempre, seja original. Olhe nos olhos dela e pergunte: “quer namorar comigo?” Ela vai ficar desarmada diante de tanta sinceridade, e no mínimo vai achar que você é um homem diferente. Você também pode ouvir um não, claro, mas isso não mata ninguém: mais um, menos um.

Mas e se der certo? Já pensou, um namoro sincero, sem truques, espertezas, vitórias, derrotas? não é tudo o que se pode querer?

Texto de Danuza Leão
Imagem daqui

Amor de mãe

Posted 08 mai 2011 — by Sabrina Mix
Category Blog

A primeira coisa que se espera de um amor é que ele dure para sempre. Com ou sem casamento – de preferência com -, num amor de verdade se colocam todas as fichas para que ele seja, no mínimo, eterno.

Mas existe um tipo de amor que já nasce predestinado à separação: é o amor de uma mãe por um filho. Elas sabem que um dia ele vai se apaixonar por uma mulher com a qual terão não só de conviver como de gostar – por amor a ele. Faz sentido? Claro que não.

Durante anos, a figura mais importante da vida de um menino é a mãe; se fosse possível, ele gostaria que ela jamais saísse de perto, dia e noite, só tendo olhos para ele.

Só que o tempo passa, as coisas mudam, um dia aparece a primeira namorada, e a mãe – aquela que era a única sobre a terra – passa a ocupar um lugar secundário na escala de afetos do seu amado filho.

Se o namoro está indo bem, ele não pára em casa e mal tem tempo de trocar um alô – conversar, nem pensar. Se o namoro vai mal, pior ainda: ele se tranca no quarto e não quer saber de falar com ninguém, muito menos com ela, a mãe, a culpada, já que desde o primeiro dia foi contra o namoro (contra esse e contra todos, aliás).

Morta de ciúmes, a mãe observa como ele trata bem a namorada – todas elas; é para ela o melhor pedaço da galinha, a última empadinha da travessa, a cereja do bolo e, se a mãe se distrair, ele pede, com olhos doces, aquele brinco de pérola verdadeira que ela ganhou quando fez quinze anos para dar à sua eleita. E o pior: ela é bem capaz de dar. A cada atenção do filho para com a namorada, a cada “meu amor”, a mãe sente uma punhalada no coração, mas tem de sorrir e fingir que está muito feliz. Francamente, amor de mãe é normal?

Todo filho, quando fala ao telefone com a mãe, termina sempre com um pequeno comentário do tipo “ai, como minha mãe fala” – a não ser que seja um assunto do interesse dele, claro. Você já ouviu falar de algum que tenha ido a um restaurante novo, comido uma coisa bem gostosa e dito “vou trazer minha mãe aqui, ela vai adorar”? Se dissesse, iria até pegar mal com os companheiros de mesa; mas isso se dissesse, o que nunca aconteceu na história da civilização.

As mães são delirantes e, quando estão em crise – e sempre estão -, pensam nas coisas mais absurdas, como por exemplo: se estivessem no Titanic e, no bote salva-vidas, só coubessem duas pessoas, é claro que ele salvaria a namorada e a deixaria morrer afogada. Essa mãe, no dia de uma grande briga – por ciúmes, claro -, disse ao filho que tinha certeza de que ele faria isso; ele ouviu estarrecido, mas não foi capaz de negar. Sinal evidente de que ela tinha razão.

Mas sejamos justas: alguns filhos são bem legais e às vezes telefonam para perguntar se podem aparecer para jantar. A mãe fica toda feliz, manda fazer aquele prato que ele adora e, no fundo, lá no fundo do coração, pensa, já animada: “Será que eles brigaram?” Afinal, no meio da semana, ele ir jantar sozinho deve querer dizer alguma coisa. Bota um vestido bem bonito, se arruma do jeito que sabe que ele gosta, mas não recebe um só elogio. E filho por acaso elogia mãe?

Ela oferece um drinque, ele prefere uma Coca-Cola, janta com a cabeça nas nuvens e, minutos depois do café, o celular toca. É ela, a outra, dizendo que o chá-de-bebê acabou e que ele já pode ir buscá-la.

O mundo é mesmo muito cruel.

Texto de Danuza Leão
Imagem daqui

Uma pincelada rápida sobre as cores dos esmaltes e as mensagens que elas passam

Posted 21 abr 2011 — by Sabrina Mix
Category Blog

Vermelho sinaliza perigo, é vamp e sexy. Lembra Marilyn Monroe e Liz Taylor.

O rouge noir, aquele tom ameixa bem escuro, é vamp com um toque de exotismo. Essa moça não passa despercebida. Foi imortalizado por Uma Thurman em Pulp Fiction.

Cor-de-rosa é bem mulherzinha, delicado e fofo. Pense em Grace Kelly.

Unhas só com base são o sinal da moça boa e trabalhadora. Talvez um pouco decente demais. Audrey Hepburn e Carolyn Bessete-Kennedy são os nomes que me ocorrem nessa categoria.

Tons cor da pele e beges mostram que você é fina e vaidosa, sabe se cuidar e conhece uma boa manicure.

A francesinha é aquele estilo em que as pontas das unhas são pintadas de branco e depois recebem uma cobertura cintilante para realçar o brilho. Sinalizam vaidade extrema (perua!), com um quê de neurose com a aparência. O visual virou febre entre as americanas um tempo atrás. Mas não descarte totalmente antes de experimentá-lo. Já, quanto às unhas dos pés…

Esmaltes em tons “da moda”, com glitter, pretos e azuis caem muito bem na passarela ou se você tiver 15 anos. Caso contrário, são inaceitáveis.

Texto extraído deste livro aqui.

As canções que você fez pra mim

Posted 19 abr 2011 — by Sabrina Mix
Category Blog

Houve um tempo em que se namorava muito e se pensava que se sofria muito – por amor, claro. As paixões se acendiam, embaladas pelas músicas do momento, que faziam parte integrante de nossas vidas.

Quando, numa reunião – havia muitas reuniões nessa época -, os olhares se cruzavam, enquanto se ouvia “se você quer ser minha namorada, ai que linda namorada você poderia ser”, o coração se derretia e era hora de ir ao banheiro com uma amiga, só para contar.

Uma bebidinha daqui, muitos sorrisinhos dali, e, na décima vez que o disco tocava e chegava no trecho “mas se em vez de minha namorada você quer ser minha amada, minha amada, mais amada pra valer”, e ele olhava de longe, desta vez sério, o coração só faltava sair pela boca.

Muitos anos e muitos amores depois, foi a vez de Roberto Carlos participar de todos os romances: “Você foi o maior dos meus casos, de todos os abraços, o que eu nunca esqueci” – ah, uma boa dor-de-cotovelo ouvindo Roberto. Quem nunca passou por isso não sabe o que é viver.

Num início de caso – em altíssima voltagem! – entrava Chico com “quero ficar no teu corpo como tatuagem” – e quem não queria? E, no fim do caso, dava para agüentar “as marcas de amor dos nossos lençóis”?

Se ouvia muita música e à noite,se ia sempre ao mesmo bar, onde um pianista tocava o que se tinha ouvido a tarde inteira; como todos se conheciam e sabiam das vidas uns dos outros,o pianista – Vinhas, quase sempre – atacava a “nossa” música, aquela. A noite prosseguia com os olhos grudados na porta, para ver se ele entrava. Se entrasse sozinho, era hora de ir ao toalete, não para retocar a maquiagem, mas para respirar fundo e jurar, mas jurar de pés juntos que não ia nem olhar para o lado dele. A madrugada se encarregava de mudar os planos.

Depois, veio “Deixa em paz meu coração, que ele é um pote até aqui de mágoa”. As músicas diziam tudo o que não se tinha coragem de dizer, e era como se falassem por nós. Que mulher não cantou baixinho, depois que ele foi embora, “quando você me deixou, meu bem, me disse pra ser feliz e passar bem”, e não fantasiou que quando ele ouvisse “e tantas águas rolaram, tantos homens me amaram, bem mais e melhor que você” ia imediatamente pensar nela, quem sabe sofreria, quem sabe teria uma crise de ciúmes e pegaria o telefone de madrugada? Quem sabe… quem sabe? E quando ela se “enrolou” toda com a chegada de um namorado que não esperava e ficou repetindo o disco, no trecho que dizia “se na bagunça do teu coração”, para ver se ele entendia que o coração, às vezes, vira mesmo uma verdadeira bagunça, como o dela, naquele momento?

Ah, Chico, ah, Roberto; vocês algum dia souberam que tinham sido tão importantes na nossa vida? Pois fiquem sabendo: foram.

Nesse tempo as moças não levavam os namorados para dormir em casa, ou porque tinham pais ou porque tinham filhos; para isso havia os motéis. E do primeiro a gente nunca esquece… A cama redonda com cabeceira de curvin, a piscina – uma banheira de 2 X 2 -, o som embutido na cabeceira e, sobretudo, o clima, um clima de pecado que as moças da zona sul adoravam. Quando Roberto cantava “Amanhã de manhã vou pedir um café pra nós dois, te fazer um carinho e depois te envolver nos meus braços” e ele deixava “o café esfriando na mesa, esquecemos de tudo” e vinha o “pensando bem, amanhã eu não vou trabalhar, e além do mais, temos tantas razões pra ficar”, não era preciso dizer nada: era a hora do telefonema para a empregada às 6 da manhã para que ela desmanchasse a cama e dissesse que você saiu cedo para buscar uma amiga no aeroporto, lembra? Grandes tempos.

Hoje a gente olha para trás e pensa: mas essas paixões existiram mesmo? Sem Chico e sem Roberto teriam havido tantas, tão intensas e tão arrebatadoras? Delas a gente até esqueceu, mas não do que se sentia ao ouvir “mas eu estou aqui vivendo este momento lindo”. E dá para viver momentos lindos hoje, ouvindo os Racionais MC?

Pensando bem, o grande combustível de nossos corações foram as canções de Chico e Roberto. E, olhando para trás, é bem possível que a certeza de que “se chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi” não existiria sem a música de Roberto.

Foi bom demais ter trinta anos nesse tempo.

Texto de Danuza Leão em seu livro Crônicas para Guardar

De volta ao mercado @WomensHealthBR

Posted 12 abr 2011 — by Sabrina Mix
Category Blog

Recentemente, uma amiga rompeu o namoro de mais de 1 ano e está meio tristinha. Aí que eu estava pondo a leitura em dia e vi em uma revista Women’s Health antiga que eu tenho aqui (agosto/2010, hello!!!) uma matéria bem interessante.

Então, a quem interessar possa, o guia para voltar ao mercado depois de um rompimento amoroso.

Aposente os lencinhos, largue a caixa de bombons, suba no salto e prepare-se para partir dessa para uma muito melhor.

1- Evite recaídas
“Fique 60 dias sem falar com seu ex”, sugere Greg Behrendt, roteirista de Sex and the City e autor de Quando Termina É Porque Acabou — Juntando os Caquinhos e Dando a Volta por Cima (Ed. Rocco, 253 págs., R$ 29,90 aqui). Você não voltaria todos os dias para um emprego do qual tivesse sido demitida só para se sentir incompetente, voltaria?

2- Circule a notícia
Comece contando aos amigos, à família e, quem sabe, até aos vizinhos, ao atendente da padaria… Repita a quem quiser ouvir que está solteirinha e pronta para outra.

3- Fique, tenha um rolo
Seduzir, ser seduzida, beijar na boca é tudo de que você precisa para superar completamente a separação. Sem pegar amor no primeiro infeliz que aparecer, por favor!

4- Permita-se tudo
Especialmente o que o ex não curtia. Mude móveis de lugar, vá ao salão sem pressa, use um decotão, sugere Stella Florence, autora de O Diabo Que Te Carregue! (Ed. Rocco, 176 págs., R$ 29,90 aqui)

5- Convoque as bad girls
A turma da balada saberá aonde levar você e a quem apresentá-la.

6- Cuide-se
Fique firme na ginástica, compre um mimo, passe um rímel para ir à padaria. Autoestima é importante e atrai olhares.

7- Bote fé no amor
Acredite quando aquele bonitão sorrir em sua direção — não vá pagar o mico de virar para trás achando que tem alguém às suas costas.

Texto extraído daqui.

Indefesos @mundodmarketing

Posted 10 abr 2011 — by Sabrina Mix
Category Blog

Imagem de Richard Wilkinson

Este é o estado que influencia muitos sentimentos e comportamentos contemporâneos. Estamos indefesos diante da natureza e seus fenômenos. Pode ser um terremoto, um acidente nuclear ou apenas uma chuva. Estamos indefesos diante das pessoas e suas loucuras. Pode ser um jovem armado com sua baixa auto-estima ou pode ser um chefe engrandecido pela sua vaidade. Pode ser o comum ou o excepcional. Pode ser a falta ou o excesso. Às vezes estamos mais indefesos, às vezes menos. Depende se estamos na rua errada, na escola errada, na hora errada. Depende também se estamos alheios e achamos que o destino nos concede tratamento vip ou se estamos conscientes que ela é democrática.

O estado indefeso intensifica sentimentos como angústia, fragilidade, medo, senso de urgência e desapego. Uma coisa é tristemente certa, de uma forma (profissional) ou de outra (pessoal) vai afetar sua vida. A necessidade de proteção adquire contornos dramáticos e sobe na hierarquia de necessidades destes tempos incoerentes.

Texto extraído daqui.

Música pro findi @katyperry

Posted 08 abr 2011 — by Sabrina Mix
Category Blog

Esta música não tem saído da minha cabeça e tem me motivado muito ultimamente.

BOM FINDI, GALERA!