Então, continuando esta “semana musical”, vou hoje falar da música da recepção do meu casamento.
As primeiras duas horas da recepção tiveram música ao vivo, lindamente executadas pelo trio de músicos da Quero Música, como já disse neste post aqui. As três horas restantes ficaram a cargo do DJ Gustavo, da MK3 Eventos.
Já contei aqui como foi a contratação deles, vamos então aos detalhes.
A escolha
Uma bela manhã de maio, cerca de 20 dias antes do meu casamento, a noivinha Maristela falou sobre uma promoção de DJ no site de descontos Groupon. Eu, que só queria ter mesmo música ambiente, não perdi a oportunidade e contratei.
Antes de concretizar a compra, entretanto, entrei em contato telefônico com a empresa e confirmei a disponibilidade deles para a minha data. Respirei aliviada quando disseram que estavam livres e corri para clicar no COMPRAR.
Detalhe: antes de comprar, dei uma pesquisada no site Reclame Aqui e não encontrei nada que desabonasse a empresa. Essa é uma dica muito importante para qualquer compra que você for fazer pela Internet.
Detalhes decisivos
Não é porque contratei com um super desconto que o Gustavo tratou meu casamento como um evento menor, ele fez questão que eu comparecesse ao escritório deles para conversarmos sobre o evento e fecharmos um contrato formalmente. Super profissional!
Relacionamento ABD (Antes do Big Day)
Me enrolei com a lista de músicas que queria que fossem tocadas e só mandei dois dias antes do evento. O Gustavo respondeu prontamente dizendo que iria fazer o possível para tocar as músicas que eu escolhi.
Repertório
Entramos no salão ao som de “Ai Ai Ai”, da Vanessa da Mata (uma música muito marcante no meu relacionamento com o Tiago).
Fiz questão de escolher músicas que falassem do amor como uma coisa boa, não como uma coisa sofrida. Nada de “Carinhoso”, por exemplo. É uma música muito bonita, mas é muito triste também, né?! “Foges de mim”, não, please!
Segue agora a “listinha” de músicas que pedi para o Gustavo tocar:
Por diversas vezes durante a festa me peguei suspirando por conta da música que estava tocando e que estava na listinha que pedi ao Gustavo. Ele realmente correu atrás!
Ele ficou na festa até o final e me despedi dele já na hora em que estava fechando os últimos detalhes com o pessoal do cerimonial. Ponto positivo!
Relacionamento DBD (Depois do Big Day)
Já reencontrei o Gustavo no casamento da Letícia e em diversos outros eventos de noivas e sempre fico muito feliz com isso, pois é sinal de que a empresa está só crescendo. Parabéns!
Nota
Gostei demais desse contrato, posso dizer com certeza que é um dos meus preferidos. Nota 10.
Voltando aos relatos do meu “Casei” (que, segundo as más línguas, já tá mais para “Bodei” Hehehe…), vou hoje falar sobre uma parte muito importante no casamento: a música.
Não é à toa que a gente se emociona com algumas cenas de filmes. Repare bem, antes de deixar as lágrimas rolarem, que provavelmente está tocando alguma música muito bonita e melódica. A música, sutilmente, toca os nossos corações.
A escolha
Foi até bem simples: foquei mesmo na empatia e no preço (que ninguém é de ferro, né?! Hehehe…)
Para tocar na cerimônia do meu casamento, escolhi a equipe da Quero Música. A Letícia parece gostar mesmo do que faz e foi super simpática comigo, além de eu ter gostado bastante do preço deles.
Detalhes decisivos
Todos os fornecedores de música que pesquisei ficaram bastante interessados no meu repertório, mas foi apenas na Quero Música que encontrei a possibilidade de realizar um outro sonho meu, de forma que ainda coubesse no meu bolso: ter música ao vivo na recepção. É de pirar, né?!
Contratei uma equipe para a música da cerimônia (vozes masculina e feminina, flauta transversal para homenagear meu irmão mais velho, piano tocado no teclado e percussão) e um trio de “cool lounge” saxofone, teclado e percussão para a recepção.
Além do mais, sem saber, acabei indo a um casamento em que eles estavam tocando. Era o casamento de um primo do marido, o Eliano. Foi super lindo, emocionante e perfeitamente executado. Gostei demais!
Relacionamento ABD (Antes do Big Day)
Só tive duas reuniões com a Letícia: uma para conhecer um pouco do trabalho deles e outra já pra fechar o contrato.
Gente, o quê é aquele loft? Adorei! Nada a ver com o casamento, mas morri de amores pela decoração, iluminação, tudo.
Como fechei o contrato muito próximo à data do evento, acabou que nem tive como fazer uma prévia das músicas com eles, mas depois do que vi no casamento do Eliano e da Érica, fiquei mais do que tranquila. Minhas músicas estavam em ótimas mãos.
Repertório
Pois bem, vamos então às músicas escolhidas para cada etapa desse momento tão emocionante?
Entrada do noivo
Desde a primeiríssima vez em que ouvi, nos idos de 1989 (minha nossa, como eu tô velha! Hehehe…), a versão traduzida da música “All I Ask of You”, tema do clássico musical O Fantasma da Ópera, que em Português virou “Tudo O Que se Quer” e foi primeiramente interpretada por Emílio Santiago e Verônica Sabino, imaginei como seria lindo ter alguém me dedicando esta música. E quer momento melhor para uma declaração de amor do que no instante da entrada do noivo?
Infelizmente essa é uma parte que quase toda noiva perde, mas tenho certeza de que deve ter sido mega emocionante para o meu querido, que entrou na companhia dos dois pais.
Entrada dos padrinhos
Os padrinhos são reconhecidos como sendo pessoas que fazem parte do rol dos amigos mais queridos dos noivos. E nada melhor do que homenagear essas pessoas que às vezes fazem parte da nossa família de sangue e às vezes apenas da família do coração com uma música que fale sobre amizade verdadeira, né?!
Para este momento tão marcante a música escolhida foi Amigos para Siempre, em versão instrumental.
Entrada da noiva
Para a minha entrada escolhi uma música que eu amo verdadeira, louca e profundamente: Truly, Madly, Deeply, do Savage Garden. Essa música simplesmente é uma das que mais toca o meu coração. Mas, como não queria nenhuma música cantada em outra língua no meu casamento (no, o marido don’t speak English!), resolvi escolher a versão traduzida não menos linda, intitulada “No Fundo do Coração”, interpretada pela dupla de irmãos Sandy & Júnior.
Sim, eu toquei música da Sandy no meu casamento. Algum problema? Hehehe…
A introdução instrumental da música serviu como música de entrada das minhas lindas damas. Adorei!
Quando a Letícia começou a cantar e a cerimonialista virou pra mim e perguntou: “Essa é a sua música?” Eu respondi que sim. Sim, aquela era a MINHA música. Foi pura emoção. Coração explodindo de alegria. E eu entrei.
Assinaturas
Esse é um momento bom da cerimônia para colocarmos uma música que tenha uma letra bem representativa para o casal. Como a cerimônia dá uma pequena pausa, é uma ótima oportunidade para os convidados poderem prestar atenção na letra e perceber o significado daquilo para os noivos.
Eu escolhi a música “Velha Infância”, dos Tribalistas, que, durante muito tempo foi a música que escolhi para ser o toque do meu celular quando o Tiago ligava.
O mais bonitinho foi eu ter percebido muitos convidados cantarolando a música junto com a Letícia e seu companheiro.
Aliança
Esse, por incrível que pareça, foi o momento mais emocionante da cerimônia inteira pra mim. Até mais do que a minha entrada.
Minha mãe foi escolhida para levar nossas alianças, como já falei aqui, e ela é fã do Roberto Carlos. Então, como forma de surpreendê-la fazendo uma pequena homenagem, escolhi uma música que, além de eu achar que tinha tudo a ver com o momento, foi composta e ganhou fama na voz do Rei. E a canção escolhida foi “Proposta”.
Duvido muito que minha mãe tenha sequer ouvido a música que estava tocando, devido à emoção do momento. Eu mesma fiz questão de não prestar atenção na letra para não me derreter em lágrimas, mas, no fundo, pude sentir que foi tudo muito lindo e emocionante.
Saída dos padrinhos e noivos
Quando passei alguns meses morando nos Estados Unidos, logo no início do meu namoro com o Tiago, conheci a Disney e o scrapbooking. Tinha decidido fazer um álbum com fotos do meu passeio na Disney e encontrei um adesivo de título que me emocionou muito. No adesivo dizia: “A whole new world” (Um novo mundo). Era exatamente como eu estava me sentindo, conhecendo um novo mundo, um novo país e um novo amor, que, mesmo apesar do pouco tempo juntos e da distância enorme, permaneceu firme e tornou-se ainda mais forte com o passar do tempo.
A versão escolhida, mais uma vez, foi a traduzida, para que todos os convidados pudessem entender tudo o que estava sendo dito.
E ao som de “Estou num mundo novo com você”, encerrou-se a cerimônia que marcou o primeiro dos dias mais felizes de nossas vidas.
Relacionamento NBD (No Big Day)
A gente quase não tem contato com os músicos, né?! Entramos e eles já estão lá, trabalhando. Quando a gente sai, eles continuam lá, trabalhando. Mas, como contratei uma equipe também para a recepção, pude ter um pouquinho mais de contato com eles. Adorei tudo.
A Letícia ainda permaneceu lá durante a recepção para conferir o trabalho da equipe contratada. Super responsável.
Relacionamento DBD (Depois do Big Day)
Gente, o quê é aquele blog deles? Super adorei ver meu casamento relatado aqui, do ponto de vista dos músicos.
E ainda teve um vídeo no melhor estilo bastidores. Adorei demais!
Adorei demais, adorei tudo. Foi realmente um sonho realizado poder ter minhas músicas escolhidas tão bem executadas por duas equipes tão competentes e entrosadas.
Letícia e equipe, vocês realmente fizeram do meu casamento um conto de fadas. Obrigada por tudo!
P.S:Ah, a futura mamãe Naitê Almeida também foi cliente dessa equipe super competente. Tem relato sobre o casamento dela aqui, no blog da Quero Música.
Chato. Muuuito chato! Talvez isto seja um delírio de quem trabalha com música, mas só queria comprar meia dúzia de cuecas e tive de passar por um constrangimento sonoro. É que a loja tinha um som muito alto; tipo balada “tecneira”. No começo dessa febre, perguntava se estava acontecendo algum evento na loja, meio que tirando uma da situação. Hoje, descobri um jeitinho mais eficiente. Você entra na loja e começa a falar baixinho com o vendedor e vai cada vez mais diminuindo o tom da voz. Começa a ficar nítido que aquela “música ambiente” é desnecessária.
Parece que o som é alto assim pra você não conseguir raciocinar e comprar, comprar, comprar, sem pensar, sabe. Tem uma loja de mochilas na Rua Augusta que atravesso a rua quando passo em frente. O volume do som virou antipropaganda. E não paaara por aííí (com voz de locutor de liquidação). No meu prédio, é raro encontrar um momento na academia de ginástica no qual não tenha alguém monopolizando o ambiente com sua música preferida. Não seria mais agradável se cada um usasse o seu fone de ouvido com sua música preferida num lugar coletivo como a sala de ginástica do seu prédio?
Bom, falando em fone de ouvido, no ônibus, agora, é normal o cidadão ligar a rádio no celular, sem fone, ou com o fone tão alto que você consegue saber o que ele está ouvindo a poltronas de distância. Isso, porque existe uma Lei Municipal (em São Paulo) que proíbe o uso de aparelhos sonoros dentro do coletivo, veja bem, COLETIVO. Deve ter uma razão, né?
Se você ainda acha que é paranóia minha, o que dizer daqueles que sonham em comprar uma chacrinha no interior, pra ter sossego no fim de semana e, depois que conseguem, o vizinho ao lado resolve alugar a chácara dele para um bando de mal educados fazerem churrasco no fim de semana, botando o som no talo pra todo mundo ouvir? Nesse quesito, os moradores da praia de Itamambuca, em Ubatuba, acertaram e conseguiram aprovar uma lei que proíbe som alto em carros ou casas, em qualquer circunstância, qualquer horário. Porque esse lance de “até as 22 horas” dá uma brecha danada pros “sem noção” fazerem o que quiserem com seu ouvido.
Por enquanto, tô fazendo reclamação. Agora, vamos para a reflexão: se a gente olhar pra trás, menos de 100 anos, vai, quem é que tinha o privilégio de ouvir música, antes do advento da vitrola, do rádio, dos aparelhos em geral? Já pensou nisso? Quem é que podia ouvir música? Claro, o cara que estava perto de alguém que tocava música. Tocava, quero dizer, executava um instrumento, ou usava a própria voz. Porque hoje, até esse verbo é empregado para outras situações. Dia desses, estava numa rodinha de músicos e ouço o seguinte diálogo:
– Ah, eu também toco.
– Ah é, toca o quê?
– Meeeu, eu toco anos oiteeeenta! (entendeu, né?).
Tudo bem, sem tirar o mérito dos talentosos DJs e turntablists, mas e os casamentos, hein…? Meu pai e eu agora só ficamos até o prato principal nas festas de casamento.
Na hora em que começam a distribuir os “oclinhos” e soltam Staying Alive dos Bee Gees em máximo volume, a gente desce pra área dos chazinhos e bem casados. A gente aprendeu a se adequar à situação, mas ainda pergunto: Por que tão alto? Não podia ser num volume que desse para chacoalhar o esqueleto e conversar ao mesmo tempo?
Aliás, conversar e ouvir música ao mesmo tempo é uma coisa que não dá para entender. Não…dá sim. Ou o cara não tá ouvindo a conversa, ou não tá ouvindo a música. Aí vem aquela desculpa de que é música ambiente. Acho que foi o Chico Buarque quem disse algo excelente sobre isso: “Música ambiente? Se a música é boa, é pra ouvir, se é ruim, porque está tocando?”. Isso é mais sério do que parece. Vou tentar comparar a música com outra modalidade artística, o teatro.
Imagine você chegando numa padaria, dessas que têm buffet à vontade, oito televisores e ainda o som de uma rádio FM qualquer, tudo ao mesmo tempo agora. Aí, de repente, entra um grupo de teatro entre as mesas e começa a encenar Hamlet, ou qualquer outro espetáculo. Meio esquisito, não? Mas com música, pode. Começo a pensar que a prática da chamada música ambiente é que levou a música ao status de “ah, é só uma musiquinha pra animar”. E, hoje, para um músico apresentar seu trabalho com as pessoas realmente prestando atenção, só mesmo num auditório fechado, com todas as instruções bem esclarecidas antes do início do espetáculo.
“Ponha-se daqui pra fora. Já!”
Eu mesmo comecei uma temporada com meu organ trio, o Hammond Grooves, no Bar do Terraço Italia, em São Paulo. Vou contar rapidinho. A ideia do pessoal lá é renovar o ambiente deste clássico paulistano, trazendo uma plateia que quer ouvir música curtindo a paisagem que já é cartão postal da cidade. Já fizemos cinco quartas-feiras e, ainda assim, mesmo com as hostess e o apresentador pedindo silêncio, ainda tem gente que insiste em conversar durante o show. Mas descobri que posso fazer igualzinho faço com os vendedores em loja que tem som muito alto. Em vez de descer a mão nos instrumentos, cada vez que algum grupinho começa a conversar, a gente diminui o toque da banda, o volume vai baixando e a conversa fora de hora começa a ficar realmente constrangedora.
Pode ser um delírio de quem trabalha com música, mas comece a prestar atenção no seu dia e veja: em quantos momentos a música está presente realmente para ser apreciada, ou só para “dar uma animadinha”. Papo cabeça? Pense nisso.
DANIEL DAIBEM é músico, apresentador do programa Sala dos Professores, da Eldorado FM, e guitarrista da Hammond Grooves