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Uma pausa na Semana #Alice – Ah, #Brasília

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Oi, pessoal!

Hoje é o aniversário da minha mãe adotiva, cidade que me acolheu como filha e me ensinou diversas coisas ao longo desses mais de 25 anos. Brasília, minha ilha, adoro você!

Em homenagem, um texto de Danuza Leão, retirado de seu livro Danuza, Todo Dia, publicado em 1994 (guardemos as devidas proporções, ok?!). Ilustram o post algumas imagens bastante antigas da capital, enviadas por e-mail pelo colega Elias Júnior. Infelizmente não constava o nome do autor das imagens, se alguém souber quem é, favor deixar um comentário no final do post. Aliás, comentem mesmo se não souberem.

Rodoviária

Na chegada, ela até se emocionou. A cidade é linda, com grandes espaços, cheia de flores, mas assustadora. Pesa saber que é ali que acontecem todas aquelas coisas que lê no jornal. De repente, alguns tapumes com o nome, bem grande: Paulo Octávio. Não tem erro: Brasília é aqui mesmo.

Avenida W3

No táxi, antes de chegar no hotel, o primeiro susto; alguém diz “olha o Genebaldo aí atrás”. Genebaldo? É, ele mesmo, num Fiat com motorista, a cinco metros de distância. Visão, no mínimo, perturbadora. Na portaria do hotel, grupos de homens entram, saem, e ela, com a cabeça cheia com tudo que lê, já vai decretando: lobistas, claro.

Congresso Nacional

O tal do poder. Dar uma volta no Congresso é um acontecimento. Parece uma sala de aula (que não é), cheia de jovens alunos indisciplinados (o que também não são) e sem uma autoridade para colocar ordem na bagunça. Um deputado discursa, e os colegas nem aí. Quando não estão falando nos celulares, estão em pé, conversando (de costas) na maior animação. Não há uma só pessoa prestando atenção ao discurso, mas nenhuma mesmo. De repente,’ passa Giuliana Morrone, linda, entrevistando um corrupto. Corrupto? Claro, continuam todos circulando, numa boa, como se nada fosse, ah, Brasília.

Palácio da Alvorada

“Olha o Mercadante! o Fernando Lyra! o Bisol!” Ver de perto pessoas que você acompanha e admira é o máximo, dá vontade de ir falar, conversar sobre a CPI, saber o que vai acontecer, mas cadê coragem? Passa pela ‘Ala Alexandre Costa: mas não é aquele ministro que se recusa a sair? e afinal, por que uma ala com o nome dele? estranha Brasília. Como tem uma cicerone que sabe de tudo, passeia pela sala do cafezinho, é apresentada a parlamentares e sai para visitar um ministro. Profissionalmente, pela primeira vez, socorro!

Palácio da Alvorada

Na porta do Ministério, três da tarde, as câmeras de televisão permanentemente a postos, para que foi inventar? vão pensar que foi propor um negócio, vai ter a cara estampada nos jornais, o país inteiro vai achar que está envolvida numa maracutaia, ai, quanto medo. É paranóia, mas passa pela cabeça, isso passa.

Palácio da Alvorada

É recebida com a maior gentileza. O ministro, inteligente e brilhante, fala da situação, da crise, das saídas para a crise. Ele fala, todos falam, ela não diz uma só palavra. Fica travada, surda, muda, e não quer ser indiscreta, fazer perguntas. Vão achar que é débil mental, e com razão. Foi inventar, agora aguenta.

Capela do Palácio da Alvorada

Vai a um jantar e tropeça nos políticos, aqueles que estão todos os dias nos jornais e na televisão. Em Brasília, deputados e senadores são figurinhas fáceis, que você encontra em qualquer esquina. É como se tivesse caído de pára-quedas no meio do noticiário da TV, dá para entender? Ah, Brasília.

Catedral

Mesmo não conhecendo ninguém, ela se sente íntima de todo mundo, e pensa que sabe o que pensam (quanta ingenuidade). Mas a linguagem é cifrada e, como não conhece os códigos, se sente sobrando. Volta para o hotel, acha que foi tudo fantasia, mas vê o nome Paulo Octávio em néon vermelho em cima de um prédio e se convence: foi tudo verdade.

PS: Presidente, não há um só brasileiro que não confie na sua honestidade.
Mas estamos precisando de mais do que isso, e o episódio Alexandre Costa está pegando mal, presidente, muito mal.

O senhor deve estar indignado, tanto como nós; sofrendo, a gente sabe que está. Estamos nos sentindo órfãos, presidente, e nos sentindo muito sós. Chegue mais perto, fale com a gente. O senhor também vai se sentir menos só.

E agora dois links relcionados que encontrei na net para vocês:

- Brasília | 50 Anos de Fotografia
- uma outra brasilia [blog da maravilhosa Usha Velasco]

Lady Gaga por David LaChapelle

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Oi, pessoal!

Para fazer a introdução do post de hoje, vou fazer a reprodução de um post que fiz para o Linguagem Pop, ok?! Lá vai!

Bom, para este post escolhi falar sobre o trabalho de um fotógrafo que tem tudo a ver com cultura pop. Seu nome é David LaChapelle e ele é bastante conhecido por suas imagens exageradas, em cores, formas e personagens. Descrito pelo New York Times como o “Fellini da fotografia”, LaChapelle cria em suas fotografias um ambiente de glamour, misturado a fantasia cômica e bizarrice.

Seus primeiros trabalhos profissionais foram na revista Interview no final dos anos 80, pelas mãos de ninguém menos que Andy Warhol. Desde então ele não parou mais e clicou capas para todas as mais importantes revistas de moda internacionais, além de diversos trabalhos publicitários.

No mundo da música, ele atuou fotografando capas de discos e dirigindo clipes de inúmeros artistas de renome, entre eles Madonna.

LaChapelle possui diversos livros publicados com suas fotografias. Vale a pena pesquisar e dar uma olhada no site do artista.

Bom, agora que vocês já sabem de quem estou falando, acho que vão entender todo o meu encantamento ao ver as fotos da nova diva da música pop, Lady Gaga, clicada pelas lentes de LaChapelle.

Clica que amplia


Lindas, não?

E agora, os links da vez.

- Tendências de cor: as melhores capas de revista de 2009 [EM INGLÊS]
- As 15 Melhores Comédias Românticas de Todos os Tempos
- Os comes e bebes nos velórios das Gerais
- Livros em inglês

Primeiro post oficial de 2010

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

É, né, gente?! O anterior não conta porque era apenas um aviso para os assinantes dos feeds.

Bom, primeiramente, desejo um Feliz 2010 a todos vocês!

O ano já começou e eu ainda não comprei a minha agenda. Pode uma coisa dessas? Mas tenho uma justificativa: não encontrei o mesmo modelo que usei no ano passado. Só que hoje vou à mesma papelaria onde comprei a outra e quero ver se encontro. Tomara!

Para aliviar um pouco a tensão, ainda bem que existem os calendários de parede e os personalizáveis que podemos usar como papel de parede no computador.

Recentemente vi no CRAFT este calendário lindinho de matrioskas (aquelas bonequinhas russas super fofas). E a vantagem é que ele não tem os dias impressos, logo, pode ser usado indefinidamente. São 12 opções de esquema de cores. Para fazer o download, basta clicar na imagem.

E quem preferir economizar papel e gosta de ter uma coisa mais personalizada, tem a opção de fazer o download do papel de parede criado pela Dunia. Clique na imagem para baixar para o seu computador. Tem a versão em Português também!

A Ana Nogueira também criou um papel de parede e um marcador de livros para o mês de janeiro. Clicou, baixou!

Mas se você fica olhando esses papéis de parede super elaborados e simplesmente não sabe como usá-los, a Ana também criou um tutorial para te ensinar. Clique aqui para conferir. Não tem mais desculpa, hein?!

E para aqueles que, como eu, ainda não fizeram sua lista de resoluções para 2010, que tal se inspirar neste lindo LO criado pela Rosi e publicado no Digiscrap4All?


Não é lindo?

É, minha gente, o ano definitivamente começou e esta semana, mais precisamente na sexta-feira,  já temos o Dia Nacional do Fotógrafo. E, para comemorar esta data, que tal presentear com um porta-retratos digital com scanner?

Vi esta novidade no Bem Legaus! e fiquei babando. Você coloca a fotografia impressa e aperta um botão. Em segundos a imagem estará digitalizada em 300 dpi, salva na memória interna de 1 GB e pronta para ficar “emoldurada” no porta-retrato. Mais-que-perfeito! Ainda mais para mim, que simplesmente ODEIO escanear as coisas.

E já que estamos falando de fotografia, gostaria de deixar aqui uma que, por coincidência, foi feita por uma fotógrafa aqui de Brasília, Usha Velasco, e que me fez sorrir. Espero que gostem!


Na 214 norte é proibido criar raposa.

Agora fico por aqui. Beijos e sucesso!!!

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