jun
2012
O amor é uma droga!!!
(Fonte: Capinaremos)
Um Feliz Dia dos Namorados para todos os viciados nesse sentimento maravilhoso!
BEIJOS E SUCESSO!!!
(Fonte: Capinaremos)
Um Feliz Dia dos Namorados para todos os viciados nesse sentimento maravilhoso!
BEIJOS E SUCESSO!!!
Vícios: você tem algum? Se respondeu não, pensando apenas nos clássicos tipo fumo, bebida, jogo, drogas, santa ingenuidade. Sem perceber, as pessoas têm milhares deles, só que não se dão conta. Para começar, o que é um vício?
Dicionários à parte, vícios são coisas sem as quais fica difícil – ou quase impossível – viver. Se logo de manhã você acorda e não encontra o jornal debaixo da porta, fica tranquilo ou desce para assassinar o porteiro? E quando procura a coluna de palavras cruzadas e encontra duas linhas dizendo que por motivo de férias, etc., acha norma ou que é um grande abuso com o assinante? Está claro que você é um típico viciado em jornal (e em palavras cruzadas).
Tem também o que só pensa em mulher. Numa reunião importante, de repente, ele está ausente; se distraiu, avaliando na maior seriedade as pernas da secretária, ou o derrière da copeira servindo o café, ou o decote da digitadora; estar com um homem desses é um tormento, sair para jantar, um inferno, no que passa uma mulher interrompem qualquer pensamento; é idéia fixa, obsessão (e juro que não estou pensando no rei da soja); será que dariam conta de todas, ou trata-se apenas de um vício inocente?
Os viciados no poder. Passam a vida de cidade em cidade, em conchavos com vereadores, prefeitos, cabos eleitorais, comendo maionese com farofa, fazendo bilu-bilu nas crianças, para fazer mais e mais alianças e um dia chegar lá. Quando chegam, nunca mais têm direito a um mergulho no mar, a frequentar um estádio de futebol, aíás, fica tudo pior, têm que fazer sempre mais para conservarem o tal poder que conseguiram (não estou pensando em ninguém em particular, são quase todos iguais).
Os chamados arroz-de-festa, que matam a mãe mas não perdem nenhuma; da inauguração do Caipiródromo ao concerto de Carreras, de Mercedes Sosa ao forró, estão em todas, e como não é humanamente possível que se divirtam tanto, então é o quê, responda?
Os viciados em problemas, que não conseguem viver sem (e se não têm, inventaram). Brigam com o irmão, com a síndica, com o flanelinha, possuem um talento especial para transformar o que poderia ser prazer num grande bode, e ai da namorada saudável e boa-praça, essa não dura uma semana. Para esses, o melhor programa do mundo é um bom fim de semana de briga/faz as pazes, faz as pazes/briga. Vício de neura, já ouviu falar?
Tem o que entra em casa e a primeira coisa que faz é ligar a televisão, não importa a hora, o programa, a emissora, e só desliga já quase dormindo. Às vezes acorda de madrugada com aquele barulho detestável, tchiiii, me diga, isso é o que? e os que deliram com engenhocas eletrônicas, telefones de neon, fax? Têm tudo mas não sossegam, e passam a vida trocando pelo modelo mais moderno (são hoje seres humanos plenamente realizados, depois do aparecimento do celular). Com a chegada dos importados, um grupo que era muito unido se desfez: o dos viciados em muamba. E os que curtem uma doença, freqüentam todos os consultórios, que deliram a cada novo exame, e cuja maior frustração é quando o médico declara que têm a saúde perfeita, a pressão arterial de um jovem de 17 anos, isso é o que? e os ratos de farmácia, que adoram um remédio novo?
Muito se fala sobre o amor, e quem nunca viu uma pessoa apaixonada, aquela que não pode passar um dia sem ver o outro, que fala 300 vezes por dia no telefone, e que quando é abandonada quer se atirar da ponte? Amor? Amor, claro. E o que é o amor, senão ser viciado no outro?
Texto de Danuza Leão
Imagem daqui
É comovente assistir, no final das tardes de domingo, ao programa Quer Namorar Comigo?, no SBT. E curioso: qual a razão que faz uma pessoa se arriscar a ouvir um não diante dos amigos, da família, dos vizinhos? Ser rejeitado entre quatro paredes já é duro; imagine ao vivo, e em cores, com o Brasil como testemunha, que situação.
São geralmente pessoas simples, que perguntam diante das câmeras, com ingenuidade (e com o Silvio Santos ao lado): “quer namorar comigo?” Câmeras, holofotes, plateia, menos romântico, impossível. Você teria essa coragem?
Porque é preciso coragem. Nas festas mais elegantes, entre pessoas inteligenres e sofisticadas – e com um uísque na mão, o que sempre ajuda -, é sempre um jogo complicado de querer-fingindo não querer, telefona-some, mostra interesse-desaparece. Ninguém se arrisca, com medo da rejeição, e as coisas tomam às vezes rumos tão complicados e difíceis de entender, que frequentem ente o resultado é nenhum; anos depois você pode até ouvir a frase “naquela época eu estava tão apaixonado por você”, e desmaiar de surpresa. São difíceis esses começos.
Já te aconteceu, claro, depois de ser vista com a mesma pessoa algumas vezes, ouvir a pergunta “vocês estão namorando?” e não saber o que responder. A vontade é dizer “pergunte a ele e venha me contar correndo”. E quando querem saber o que você vai fazer no Ano-Novo ou Carnaval e o outro ainda não falou sobre o assunto, responde o quê? Você pensa “vou esperar até dois dias antes, e se ele não falar nada, vou ver onde posso me encaixar”, mas como o mundo não comporta ranta sinceridade, o remédio é disfarçar, dizer que ainda está resolvendo. Nem providenciar um belo vestido você pode, e se dá tudo errado? Dá uma vontade louca de perguntar “afinal, estamos namorando ou não?” mas e a coragem?
Os amigos ficam exaustos de tanto ouvir as mesmas indagações. “Será quê? mas quando ele disse (ou deixou de dizer), será que não estava querendo dizer exatamente o contrário?” E as desculpas: “é que ele é inseguro (ou carente, ou culpado, ou neurótico)”. Todas são boas, ótimas, mas não chegam ao ponto. Uma encrenca lidar com pessoas; bichos e vegetais são mais previsíveis, mas será que vale a pena se apaixonar por um tomate?
Sentimentos são contraditórios, e por medo as pessoas têm medo de dizer o que estão pensando, o que estão sentindo. Quantas vezes você disse não, quando tudo que queria era dizer sim? Quantas vezes deixou de aceitar um convite para que ele não pensasse que você estava disponível demais? Ou recebeu com ar de tédio aquela proposta de um programa maravilhoso, só para não mostrar o quanto ficou feliz, o que poderia dar a ele segurança demais (o que ficou combinado que não pode, entre namorados).
Mas um dia você, homem, pode fazer tudo diferente; quando encontrar uma mulher que te interesse de verdade, mas muito mesmo, no lugar de fazer o jogo de sempre, seja original. Olhe nos olhos dela e pergunte: “quer namorar comigo?” Ela vai ficar desarmada diante de tanta sinceridade, e no mínimo vai achar que você é um homem diferente. Você também pode ouvir um não, claro, mas isso não mata ninguém: mais um, menos um.
Mas e se der certo? Já pensou, um namoro sincero, sem truques, espertezas, vitórias, derrotas? não é tudo o que se pode querer?
Texto de Danuza Leão
Imagem daqui